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Wednesday, May 30, 2012

STEVEN SPIELBERG | GUERRA DOS MUNDOS




A grande obra de WELLS já foi adaptada três vezes: em 1938, ORSON WELLS causou pânico ao transmitir a história em um programa radiofônico com a equipe do Teatro Mercúrio. Um rádio-filme transmitido no Halloween, e que causou um grande tumulto e pânico em toda costa americana ao narrar de maneira jornalística uma invasão de marcianos. Alguns anos depois, a Paramount Pictures comprara os direitos autorais de Wells, e o produtor GEORGE PAL, realiza em 1952, uma fantástica visão da Guerra Fria e toda a paranóia envolvendo o período do governo de Eisenhower, estrelada por marcianos, ANN ROBINSON e GENE BARRY (que fazem uma ponta na cena final na fita de Spielberg, como os avós maternos das crianças). A terceira e menos envolvente versão é a do mago STEVEN SPIELBERG, que sendo quem é, o diretor de obras magistrais como E.T. (1982) e CONTATOS IMEDIATOS DO TERCEIRO GRAU (1977), faz esta adaptação (onde os Et´s não vem de Marte e são maus) com um mesmo disfarce político que cobre a época. Aqui, Spielberg faz o seu filme empoeirado no pós 11 de setembro que assolou o país e o mundo naquela fatídica manhã de terça-feira. Essa dor percorreu em Hollywood até aquele momento, até mesmo por volta de 2005. Assim sendo, o famoso cineasta, querendo voltar ao tipo que lhe tornou um mito, coloca o astro TOM CRUISE (MINORITY REPORT) nesta fita de ação que não faz muito o gênero ficção-científica e não tem um certo envolvimento emocional de um pai divorciado que tenta se reaproximar dos filhos (DAKOTA FANNING e JUSTIN CHATWIN) que vão passar um final de semana com o pai na costa leste, enquanto a mãe (MIRANDA OTTO [O SENHOR DOS ANÉIS]) grávida e novamente casada, vai com o marido para a casa dos pais em Boston. Neste interín, começam os ataques de naves Tripods, que atiram um raio fatal que desintegra em instantes os corpos das pessoas transformando-as em pó. Portanto na metade da fita, Cruise (do mesmo tipo de sempre) foge com os filhos desta desesperada caçada humana.Não vou negar que o filme tem algumas cenas interessantes, como a narração de MORGAN FREEMAN, citando Wells ao estilo de Orson Wells, na abertura do filme que mostra seres microscópicos e o planeta terra que se transforma num semáforo no sinal vermelho que lembra o planeta marte, e assim vai a grandes tomadas das principais metrópoles do mundo e os microcosmos da população em plongée.
Mas o filme é ríspido e contado pelo ponto de vista dos protagonistas e não vemos aquele típico filme “desaster” em grande escala. Fui com esta expectativa, afinal, a obra de Wells foi contada desta forma, em proporções épicas na versão de 52, e mesmo com as limitações da tecnologia e efeitos especiais da época. O que só o torna mais especial e um clássico da ficção-científica do cinema fantástico.
Na versão de Spielberg, os invasores saem do chão e transformam o nosso planeta como o deles (usando sangue humano – sem explicações alusão a Marte?) depois que a tempestade de raios atinge pontos do planeta. Explica-se que as naves (tripods) estavam enterradas aqui há milhões de anos, e que este ataque foi planejado do tempo em que esta civilização espacial hostil plantou essas naves em nosso lar. Mas tudo são teorias que não querem preencher em diálogos que expliquem o motivo. E, como estes seres plantaram as naves se eles não podem respirar por muito tempo em nosso planeta? Se eles estiveram aqui há muito tempo, antes de existir o ser humano, antes de nossa história começar, como eles não planejaram o inevitável? Afinal, o filme mantém a versão de Wells sobre os germes de nosso planeta terem matado as criaturas extraterrestres (ou subterrestres) como preferirem.
Na prosa de Wells, Marte estaria morrendo e os marcianos, obviamente acharam que o único planeta sustentável (risos) do sistema solar era a Terra.O que me incomodou na fita de Spielberg é a falta de coerência com a obra, transposta para a atualidade com cara de ataque terrorista à la Bin Laden. Ou seja, ele joga panos quentes numa obra magnífica, que tinha tudo para ficar mais espetacular em suas mãos, e prefere fazer um filme sem alma e que escapa totalmente do gênero da sci-fic. Onde estão os personagens cientistas que discutem o design das naves? Cadê o grupo de Ufologia que são presentes em Contatos Imediatos e até os "vilões adultos" de ET? Tudo é simplesmente limitado não só cientificamente, mesmo sendo ficcionalmente, mas dramaticamente também.
Segundo Spielberg, ele planejava o filme com Cruise há um certo tempo. Antes mesmo de tocar o projeto como produtor do diretor Jan De Bont para o filme Minority Report. Mas, depois que ROLAND EMMERICH lançou INDEPENDENCE DAY em 1996, o projeto foi adiado para não haver comparações óbvias. Ele esperou, e o resultado chegou depois que as torres gêmeas foram atingidas e um novo medo instalou-se nos EUA.Guerra Dos Mundos pode ter algumas qualidades que são a marca de Spielberg. A fotografia contra-luz e os movimentos de câmera. Ou mesmo as falas sobrepostas em cenas de maior clímax, como no momento em que Cruise vai investigar os raios no centro do bairro e as pessoas se aglomeram para ver, curiosas. Alias, devo admitir que é possível gelar o sangue quando vemos o primeiro tripod saindo do asfalto, causando uma enorme erosão que destrói uma igreja e vários veículos, que também são atirados ao longe. Mas depois não há mais nenhuma cena que vale tanto a pena, nem a da barca, e muito menos a do porão com TIM ROBBINS. Tudo é feito de maneira até asquerosa para um diretor como Spielberg. Em matéria de clichês, que os filmes de ficção-cientíca tem de melhor, até isso falta neste filme. Seria como se um filme futurista acertasse em cheio em todas as previsões que fizera, sem faltar um detalhe. Não consideraria um filme futurista como 2001 (Hotéis Hilton na Lua) ou Blade Runner (Colonizadores robóticos em pleno século XXI). Um filme como Guerra Dos Mundos tem que ter a vibe de um filme ridículo como os de Roland Emmerich. Presidentes fardados e cientistas vestidos de médicos dando suas teorias sobre o desconhecido. E, se fosse feito assim, menos família, Spielberg faria um filme melhor. O personagem do Tim Robbins, ao invés de louco poderia ser um estudioso como TRUFFAUT em Contatos Imediatos, e Cruise poderia personificar um estilo RICHARD DREYFUSS.
Obviamente que o filme não é um entretenimento tão ruim. Fica na média, o que é péssimo para alguém como Spielberg. Já que não estamos falando de um filme de Emmerich.
Pois é, nós não estamos sós e a última grande guerra da humanidade não foi iniciada por humanos.

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EUA – 2005

AÇÃO/AVENTURA
FULLSCREEN
116 min.
COR
PARAMOUNT
12 ANOS
✩✩ REGULAR
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Thursday, May 24, 2012

JOEL SCHUMACHER | O FANTASMA DA ÓPERA

Baseado na obra de GASTON LEROUX “Le Fantôme De L ´Opéra”. O musical do aclamado ANDREW LLOYD WEBBER (CATS) sobre um desfigurado gênio musical, escondido em um Teatro de Ópera em Paris, que aterroriza a companhia teatral para o benefício de uma jovem corista e futura estrela a quem ele treina e ama.


Finalmente posso dizer que JOEL SCHUMACHER fez um grande filme. Um musical baseado na famosa peça da Broadway do magistral ANDREW LLOYD WEBBER, criador de outras adaptações literárias para musicais do Teatro como CATS e EVITA e já traduzido para várias línguas e sucesso em diversos países. O Fantasma, uma obra prima original do francês Leroux que já foi adaptada para o cinema diversas vezes, em especial pela Universal Pictures no filme mudo de 1925 (ainda a versão mais fiel e que teve supervisão do próprio autor) e uma versão colorida e simpática em 1943 estrelada por CLAUDE RAINS. Aqui, na versão de 2004, Schumacher se mantêm fiel a obra musical do amigo Lloyd Webber, fazendo todo o possível para que a fita tenha a cara da peça dirigida por HAROLD PRINCE, como no palco. O resultado pode parecer até artificial em alguns momentos de maior tensão e cenas de ação (um erro limitado que não se adéqua ao cinema), mas pelo menos tem a sorte de ter um elenco afiado, figurinos fantásticos e um timing perfeito para um arrebatador musical. É mesmo um espetáculo.Schumacher planejava fazer o filme na época em que a peça estreou, em 1986, e seria estrelado pela então mulher de Webber, a cantora SARAH BRIGHTMAN como a solista Christine Daae e MICHAEL CRAWFORD como o Fantasma. A versão da música tema cantada por eles é a mais famosa e tornou-se clássica. Mas o projeto cinematográfico não aconteceu e Schumacher engavetou o roteiro durante muitos anos. Se tornou um diretor de filmes medíocres como BATMAN & ROBIN e até cults fantásticos como OS GAROTOS PERDIDOS. Ainda que aponte talento em filmes como POR UM FIO e TIGERLAND com Colin Farrell, nada podia se esperar dele com um espetáculo como este. As músicas são excelentes, com letras excitantes e aterradoras sobre este trágico homem deformado conhecido como “O Fantasma Da Ópera”, um gênio da arte que aterroriza o elenco e equipe francesa de um Teatro famoso na bela Paris enquanto ensinava uma menina do coro na qual se apaixonou perdidamente. Ele ordena e ameaça em cartas que envia aos administradores do espetáculo. A soprano é uma cantora lírica italiana temperamental e chata, Carlotta, figura que o Fantasma despreza como a estrela de suas óperas. Assim, ele resolve montar novos espetáculos e Christine, sua amada, como a verdadeira estrela. Depois de muitos confrontos, a sua pupila acaba se entregando a uma amor de infância com o jovem Visconde de Chagny, o novo patrocinador do Teatro, relação que desperta vingança no coração destruído do podre e desprezado Fantasma. Ou seja, temos aqui uma premissa clássica. Romântica, aterrorizante e na qual, o mocinho defende a sua bela e enfrenta o monstro chegando em um cavalo branco como um verdadeiro príncipe para um duelo de capa e espada. A versão da Universal com o homem das mil faces Lon Chaney era mais para o lado do terror do que para o romance. Webber cria uma tensão erótica e infantil onde a jovem solista acredita em seu anjo da guarda, o espírito de seu falecido pai que desceu dos céus para ensiná-la os caminhos da música. Na verdade era o Fantasma que ficava a espreita, nas sombras, sendo o seu tutor e mestre. Mas este monstro se apaixona pela garota, uma verdadeira virgem e inocente e desperta nela os desejos carnais e aguça a verdadeira mulher que existe dentro dela.É realmente encantador poder deslumbrar a direção de arte, a música clássica e a relação deste triângulo amoroso. GERARD BUTLER (300) se mostra um ator e cantor esplêndido. Galã ele está perfeito como o Fantasma que mesmo deformado, desperta prazeres irresistíveis (como a carreira deste ator ficou triste depois deste filme). EMMY ROSSUM faz Christine lindamente. Seus lábios, seu busto e aquele rosto angelical são perfeitos para a mocinha e, finalmente o mocinho Raoul Chagny é o gatíssimo PATRICK WILSON (de PECADOS ÍNTIMOS). E o que dizer da chatérrima Carlotta? Interpretada pela ótima MINNIE DRIVER, que consegue tirar algumas risadas do público com a sua irritante voz operística. Ainda no elenco o reforço da veterana MIRANDA RICHARDSON a mulher que treina as garotas do coro e protege o Fantasma do mundo além do Teatro.
A sequência do baile de máscaras é um dos melhores momentos da fita, pra quem busca prestigiar um show de cores e fantasias. Um traço imageticamente plástico de Schumacher que começou a carreira como figurinista. O único errinho do filme é ele querer ser por vezes literal e efêmero como no palco. Pra quem já assistiu à peça, como eu, certamente irá sentir algumas marcações do Teatro e limitações de espaço que em um filme devem ser desprezadas. Sobretudo na cena em que o Fantasma leva Christine através do espelho para o seu refúgio com a famosa música tema até o término do ato, em que ela desmaia nos braços do Fantôme. Resumindo: é tudo um pouco artificial e estilizado para um registro cinematográfico. Mas nada que atrapalhe a sessão, e pra quem não viu a peça, creio que não irá se incomodar com detalhes do gênero.Graças ao bom senso do diretor, o filme salta para outros ares mostrando com uma bela fotografia em preto e branco os personagens envelhecidos, recordando o passado trágico naquele Teatro e também culminando em cenas de amor na neve e duelos de espadas em um cemitério em pleno inverno fazendo uma ligeira homenagem aos filmes de Errol Flynn e Douglas Fairbanks.

A peça teatral no Brasil também foi um grande sucesso de bilheteria com um elenco ótimo e fixo: SAULO VASCONCELOS sempre encantando no papel do Fantasma, NANDO PRADO como Raoul e EDNA D´OLIVEIRA como Carlotta e, alternando no papel de Christine, SARA SARRES e KIARA SASSO (eu assisti a montagem no Teatro Abril com a ótima Sasso – linda em cena).

Outro momento fantástico da história, tanto no livro como no espetáculo e filme, é a cena do enorme lustre que despenca do Teatro em cima da platéia que sai correndo aterrorizada e com um “alegreto” musicalmente fantástico!
Um slogan da peça dizia: “Você assistiu na sua casa, agora assista na minha.”
O Fantasma Da Ópera, eu sempre recomendo para os amantes da sétima e de todas as artes: música dança desenho/pintura, escultura, teatro, literatura e o cinema. Híbridos a história do Anjo Da Música mascarado. “O Fantasma da Ópera está aqui”!

Indicado a 3 Oscars (Direção de Arte, Música e Fotografia).
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EUA/INGLATERRA – 2004

MUSICAL
WIDESCREEN
141 min.
COR
UNIVERSAL (BRASIL)
WARNER (EUA)
14 ANOS
✩✩✩✩ ÓTIMO
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ODYSSEY ENTERTAINMENT APRESENTA
EM ASSOCIAÇÃO COM WARNER BROS. PICTURES
UMA PRODUÇÃO REALLY USEFUL FILMS/ SCION FILMS
UM FILME DE JOEL SCHUMACHER
ANDREW LLOYD WEBBER´S
“THE FHANTOM OF THE OPERA”
Baseado na obra “LE FÂNTOME DE L ´OPÉRA” de GASTON LEROUX
ESTRELANDO: GERARD BUTLER. EMMY ROSSUM. PATRICK WILSON.
MIRANDA RICHARDSON. E MINNIE DRIVER como CARLOTTA
Co-estrelando: Ciarán Hinds. Simon Callow. Victor McGuire. Jennifer Ellison.
Murray Melvin. Kevin McNally. Imogen Bain. Judith Paris.
Música de ANDREW LLOYD WEBBER Letras de CHARLES HART
Letras Adicionais RICHARD STILGOE Produção Teatral CAMERON MaCKINTOSH
& THE REALLY USEFUL GROUP Peça Teatral dirigida por HAROLD PRINCE
Co-produtor musical NIGEL WRIGHT Supervisão e Condução Musical SIMON LEE
Coreografia por PETER DARLING Supervisor de Efeitos Visuais NATHAN McGUINNESS
Figurinos por ALEXANDRA BYRNE Montagem por TERRY RAWLINGS
Cenografia ANTHONY PRATT Diretor de Fotografia JOHN MATHIESON
Co-produtor ELI RICHBOURG Produtores Executivos AUSTIN SHAW
PAUL HITCHCOCK.
LOUISE GOODSILL. RALPH KAMP
JEFF ABBERLEY. JULIA BLACKMAN. KEITH COUSINS

PRODUZIDO POR ANDREW LLOYD WEBBER
ESCRITO POR ANDREW LLOYD WEBBER. JOEL SCHUMACHER
DIREÇÃO DE
JOEL SCHUMACHER
© 2004 Scion Films Phantom Productions Parthership

Saturday, May 12, 2012

JON FAVREAU |SUPER HERÓIS CAPÍTULO I- HOMEM DE FERRO ™

O magnata TONY STARK constrói armadura de alta tecnologia e se torna o Homem De Ferro. Esta foi a primeira produção da MARVEL, que se cansou de vender seus produtos para diversos estúdios e conseguiu um empréstimo para se arriscar também no difícil jogo de ser produtora de cinema – o segundo foi O INCRÍVEL HULK -. Eles se arriscaram num projeto muito aguardado com um personagem cultuado e que tem obviamente muitos fãs, mas não um herói convencional. Foi um riso, porque atualizaram a história, acrescentando uma mensagem forte contra a indústria de armas. Também foi ousada ao escolher como protagonista ROBERT DOWNEY JR. Além de fato de ele ser ou ter sido drogado, ter cumprido pena de prisão, é conhecido justamente por ter vencido, de ser um ótimo ator (que realmente é) e pelo seu tom irônico, sarcástico, que normalmente é usado para interpretar o amigo ou inimigo do mocinho, não para carregar um filme.Embora conhecido, não era popular (como o HOMEM-ARANHA), ou especialmente bonito ou simpático. Também não me lembro de outro herói na faixa de quarenta anos e que use cavanhaque, o que fica (para o leigo da HQ) mais difícil de se identificar, de torcer por ele, do que pelo próprio Homem –Aranha. Como o próprio STAN LEE diz, ele é inspirado em HOWARD HUGHES, “um inventor, aventureiro, milionário, conquistador de mulheres e também um louco”. Seria Downey a figura mais adequada para o papel? No final das contas, estavam certos, já que o público abraçou o filme, tornando-o um grande sucesso. Pensaram como diretor antes em QUENTIN TARANTINO, JOSS WHEDON, NICK CASSAVETES, e NICOLAS CAGE e TOM CRUISE consideraram a possibilidade de estrelarem. De qualquer forma, a adaptação é inteligente e o diretor JON FAVREAU é um sujeito talentoso e esperto. Ele, como ator, é um daqueles à la Stallone, que escreveu um roteiro que depois dirigiu, SWINGERS. Isso lhe abriu as portas para uma carreira bem sucedida em fitas como UM DUENDE EM NOVA YORK e ZATHURA, enquanto também trabalha como ator, inclusive aqui faz um guarda-costas!O protagonista Tony Stark é um fabricante de armas, que se envolve na guerra do Vietnã (aqui se torna a luta no Afeganistão que ele vai visitar para apresentar um novo tipo de arma), mas seu grupo é atacado e ele é feito de refém/prisioneiro, sendo obrigado a construir um míssil para o inimigo, mas como é muito inteligente, consegue criar uma nova fonte de energia uma espécie de homem voador, um Rocketeer que usa uma armadura de robô de última geração. Como o diretor roteirista Favreau não quis partir para a pura fantasia, mas manter um pé na realidade, no momento atual, o vilão acaba sendo um executivo que representa as grandes corporações e complexos militares – JEFF BRIDGES, com cabeça raspada. Terence Howard faz o amigo militar e o interesse romântico fica por conta de GWYNETH PALTROW, que faz a doce secretária, que é apaixonada pelo patrão, e menos sem graça do que de costume.O filme, de vez em quando lembra ROBOCOP e a luta climática pode decepcionar já que particularmente não consegui acreditar que os inimigos aprendessem tão rápido a usar a roupa armadura.

O sucesso foi tão lógico e imediato que uma segunda parte já foi lançada. E tão boa quanto à primeira.


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EUA- 2008

AVENTURA
WIDESCREEN
126 min.
COR
PARAMOUNT
12 ANOS
✩✩✩✩✩ EXCELENTE
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Tuesday, May 8, 2012

MARK HERMAN |O MENINO DO PIJAMA LISTRADO



Não entendi até agora como a crítica americana tenha desprezado esta adaptação de um best-seller escrito por JOHN BOYNE. É, sem dúvida, uma linda e comovente nova história do HOLOCAUSTO, só que dentro do espírito de A VIDA É BELA de Benigni. Ou seja, não é uma história realista, mas uma fábula, realizada com orçamento muito baixo, em locações na Hungria, com um elenco pouco conhecido (alguns atores até são irregulares), mas que nem por isso deixa de ter grande impacto emocional, provocando lágrimas, sem evitar uma contundente mensagem não realista. Talvez parte do problema seja o fato incontestável de que o crítico tenha preconceito com histórias sentimentais e que façam o público reagir emocionalmente. Uma estupidez de muitas décadas, que só aumenta a distância entre crítica e público.Este filme de MARK HERMAN (o mesmo de BRASSED OFF, LITTLE VOICE, A VOZ DA ESTRELA) definitivamente tem alguns problemas quando opta por representar todos os alemães por atores britânicos, menos a mãe do menino, que é feita pela americana, a ótima VERA FARMIGA (de AMOR SEM FRONTEIRAS e OS INFILTRADOS). O ruim é que DAVID THEWLIS, no papel do pai, militar nazista que é nomeado chefe de um campo de concentração,é mais apropriado para personagens naturalistas, atuais. Não convence muito, particularmente nas cenas finais, que caem no melodrama, e que na minha opinião, não precisava de trilha musical tão intensa acompanhada ainda por cima de uma tempestade! (choro).O roteiro tem muitas falhas, como a absurda história do tenente nazista que sem mais nem menos revela que tem um pai que emigrou. Certamente ele jamais faria isso porque sabia do destino que o aguardaria, teriam que descobrir de alguma outra maneira. O resto pode se desculpar pela fábula (como a irmã mais velha que, de uma hora para outra, vira fanática nazista só que esquecem disso, tornando-a simpática novamente). Também sugerem, mas não desenvolvem o romance dela com o tenente. Apesar disso, é curioso como nos fazem envolver com o herói, um menino solitário chamado BRUNO ( o carismático ASA BUTTERFIELD), que é carente de amigos e sonha em ser explorador e aventureiro. Quando se muda para o interior, provavelmente AUSCHWITZ, que era o único campo com quatro crematórios (o filme é vago em datas e locações), procura novas amizades, mas não desconfia que a construção vizinha seja um campo de concentração para matar judeus. Nem de onde vem aquele cheiro ruim na fumaça. Acaba conhecendo um menino judeu também solitário, que usa justamente o pijama listrado do título.O resto da história é pura tragédia, com o público adivinhando o que vai acontecer e nada podendo fazer para evitar isso. E só dessa maneira é que teria o verdadeiro impacto pretendido pelo autor. Depois de A LISTA DE SCHINDLER, ficou difícil fazer outro filme semelhante força (STANLEY KUBRICK até chegou a cancelar um projeto sobre o período). Este nem pretende chegar lá. Fica no seu quadrado como um conto de fadas às avessas, onde o sonho e aventura são esmigalhados pela dura realidade.____
INGLATERRA- 2008
DRAMA
WIDESCREEN
94 min.
COR
DISNEY
12 ANOS
✩✩✩ BOM
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Sunday, April 29, 2012

BRASIL MOSTRA O SEU CINEMA PARTE 1

O filme traz a histórica verídica de um rapaz carioca que torna-se bem sucedido traficando drogas. “Meu Nome Não É Johnny” foi um filme muito ajudado pela boa vontade criada pelo sucesso de “Tropa de Elite” (José Padilha, 2007), este filme nacional fez boa carreira comercial, graças também à presença de Selton Mello, atualmente o maior astro do cinema nacional. Obviamente o mais empático e querido ator pelo público, que não decepciona, mesmo num personagem que não acho aprofundado no roteiro, nem tem maiores chance de explicar. Baseado em fatos reais e livro de sucesso, o filme conta a história de João Guilherme Estrela, que nos anos noventa se tornou um bem sucedido traficante de drogas no Rio De Janeiro. Ganhou e gastou rios de dinheiro, porque sua casa vivia lotada de gente numa festa permanente, onde se consumia droga de graça. Chegou a vender para o exterior, mas tudo que ganhou gastou lá mesmo, na Europa. Ou seja, nunca se organizou, nunca contratou capangas, nem repassou a droga.
Ao contrário dos outros famosos traficantes (do cinema), como Denzel Washington em “O Gangster” (Ridley Scott, 2008), ou no notório Scarface com Al Pacino. Esse é em tudo e por tudo um traficante bem brasileiro e com a diferença de ser da classe média alta, escapando do olhar de filmes como Cidade De Deus ou mesmo Tropa. Só mesmo Selton Mello é capaz de dar vida a essa figura, até boêmia, já que o roteiro, a meu ver, não adota a solução mais óbvia, que seria ele mesmo contando a história, fosse em off fosse falando para a câmera.
Assim, nunca ficamos sabendo exatamente quem ele é, e o que pensa - o único momento em que o personagem se abre e mesmo aí poderia estar mentindo. Há certa polêmica sobre a lição de vida que o filme traz, para uns moralista (ele para pelos seus crimes), para outros amoral (já que mostra e desfrutando do dinheiro sujo e gozando a vida, não desenvolve dramaticamente os laços nem com os amigos, nem com a família que fica tudo como pano de fundo). O que mais me chocou, a princípio, foi a estética do filme. Todos os planos são fechados, próximos demais (às vezes parece close de novela) e a ponto de, por vezes, cortar a testa, sem a menor preocupação de colocar em cena a geografia do Rio De Janeiro que pouco se vê ou a época, ficando demais atemporal e ainda mais se tratando de uma cinebiografia.
Esteticamente, é um filme feio, que usa mal a música, que poderia ter a câmera mais nervosa e atuante, uma montagem mais criativa. Tem também uma direção extremamente irregular dos atores, que não sabe tirar a artificialidade de Cléo Pires, erra em muitos coadjuvantes e coloca uma criança nada parecida com Selton que ele vai se tornar, e só funciona ocasionalmente com participações simpáticas como a Eva Todor, sempre adorável. É mais estranho ainda que o filme tome desvios, fugindo um pouco do assunto, se tornando um filme policia diferente, como por exemplo, na adorável sequência com os dois policiais que vem roubá-lo, um bom hiato no meio da história. E, depois, vira um filme de prisão, que creio onde o público melhor reage, já que a palavra fica com um grupo de desconhecidos e muito competentes que povoam o ambiente. Mais estranho ainda é que com tantas deficiências, eu acho o filme resultante. Bom.
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BRASIL – 2008
DRAMA
WIDESCREEN
126 min.
COR
SONY/DOWNTOWN FILMES
14 ANOS
✩✩✩ BOM
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Thursday, April 12, 2012

SAM RAIMI |Super Heróis CAPÍTULO II - HOMEM ARANHA ™

Quando é picado por uma aranha geneticamente modificada, um estudante nerd, tímido e desajeitado, Peter Parker, ganha super poderes e se torna o incrível Homem-Aranha. Como herói ganha o amor de sua vizinha Mary Jane Watson, que é perdidamente apaixonado e resolve proteger a cidade dos mais temíveis vilões: o primeiro deles, O Duende Verde. Baseado na HQ de Stan Lee e Steve Ditko.Os fãs de super heróis do mundo, especialmente os mais xiitas do universo Marvel já esperavam ansiosamente o lançamento da Columbia/Sony naquele verão do início do século XXI. Assim como, Nova York, após os atentados de 11 de setembro de 2001, também ansiava por um herói. Eis que surge o longa metragem adaptado dos famosos quadrinhos de Lee e Ditko, dirigido por SAM RAIMI (Trilogia Evil Dead) que ganhou fama com a cena cortada onde o aranha fazia uma imensa teia entre as torres gêmeas (a produção foi adiada e lançada no ano seguinte após a tragédia) e, fora o falatório do beijo icônico do herói e da mocinha, de cabeça para baixo, que sustentaram a fita. O primeiro filme da trilogia original de Raimi tem falhas grotescas (na cena final no cemitério um erro de continuidade com relação a mão de Mary Jane), mas não deixa de ser uma boa diversão pipoca em dias tempestivos.
Afinal, estamos falando de uma história bacana dos quadrinhos Marvel (começando a adquirir status de produtora de filmes – após os sucessos de X-Men), onde um super-herói é na verdade um estudante nerd de óculos, atrapalhado, que ganha super poderes após uma aranha genética picá-lo. Suas primeiras preocupações são lidar com as acnes e probleminhas de “aborrescentes” antes de salvar a cidade dos vilões diabólicos. Quer impressionar a garota vizinha, M.J (KIRSTEN DUNST – ótima) e ganhar um carro novo. Bom, como Peter Parker, TOBEY MAGUIRE consegue ser perfeito, mas quando abre a boca e começa a dialogar com sua “vozinha” famosa...hum..enfim. Como aranha ele chega a impressionar ficando fisicamente apropriado e tem poucos momentos ótimos. Assim, é Maguire que tenta convencer o público de que com grandes poderes, vem grandes responsabilidades. Frase de seu falecido Tio Ben (o veterano CLIFF ROBERTSON- marcado pelo personagem), que após sofrer um atentado criminoso em um assalto frustrado (o bandido feito por Michael Papajohn), faz com que o garoto amadureça lidando com o desejo de vingança e fazer o que é certo. Ser um super-herói. O melhor amigo é o riquinho Harry Osborne ( o agora galã JAMES FRANCO), que aparenta James Dean e um rebelde sem causa. Mimado, confuso, mas também amigo. Seu pai, o empresário e cientista Norman Osborne o negligencia sempre, e na hora da verdade, de maneira errada, se torna um bom pai. Ele é um sujeito típico para encarnar um vilão, além de ser lindamente feio (interpretado pelo ótimo WILLEM DAFOE – que participa dos três filmes), é arrogante e deseja o poder acima de tudo.

Depois de uma experiência frustrada com sua criação maluca, se transforma no vilão Duende Verde (que eu chamo carinhosamente de “Duente Verde”). Com o circo armado, ele voa em um planador e tem brinquedos perigosos como àquelas inexplicáveis bolas que explodem e também faz sair umas lâminas que voam parecendo mísseis teleguiados. Enfim, apesar de Raimi e os produtores tentarem fazer com que o filme pareça verossímil, é muito mais fantasia de histórias em quadrinhos para moleques de até 12 anos. Ainda mais se tratando da direção de Raimi, conhecido pelo seu humor gore e exagerado e com um timing acelerado. Mas o elenco até que reforça bastante, além do trio de jovens e um ótimo vilão, ROSEMARY HARRIS leva experiência ao set como a Tia May e J.K. SIMMONS é simplesmente perfeito como o engraçado e mão de vaca dono do Clarim Diário: J.J. Jameson (meu personagem predileto de Stan Lee). E os coadjuvantes também eu aprovo: BILL NUNN como “Robbie” (braço direito de Jameson) a secretária Betty Brant (ELIZABETH BANKS – ainda se tornando conhecida) e o irmão de Raimi, TED RAIMI como o engraçado Hoffman. Há também um personagem que os fãs desejavam ver na fita, o bad boy da escola de Peter, Flash Thompson (JOE MANGANIELLO). Ou seja, todos eles acertam porque não são personagens em destaque, mas estão lá para ilustrar melhor o universo do herói.

O Homem Aranha apareceu primeiramente no 15º e último lançamento da revista Amazing Fantasy, cuja capa datada é de agosto de 1962. Evidente que fora um sucesso inesperado e fez de Stan Lee um verdadeiro herói. Foi necessária uma espera de 40 anos para que o herói fosse finalmente para as telas. E Sam Raimi após ter realizado fitas boas como O DOM DA PREMONIÇÃO e UM PLANO SIMPLES e conhecido pelo “terrir” da trilogia “A Morte do Demônio” (com BRUCE CAMPBELL – que faz participações especiais nos três filmes do aranha. Aqui como o apresentador de luta - livre), teve uma imensa responsabilidade de super-herói para agradar a todos. Teve gente que odiou a adaptação, repúdio total, outras adoraram e alguns o acharam na média (apenas bom, como eu). Certamente o filme foi um grande sucesso de bilheteria do ano e garantiu as sequências.
Pelo menos o time que acompanhou Raimi na criação foi até certeiro. Com o suporte do premiado diretor de fotografia DON BURGESS (do premiado Filme Oscar FORREST GUMP – O Contador de Histórias), o figurinista JAMES ACHESON (de LIGAÇÕES PERIGOSAS e O ÚLTIMO IMPERADOR) e o compositor DANNY ELFMAN (dos sucessos de Tim Burton e fez trilha para o BATMAN que se tornou hino e de outro cult de Raimi [DARKMAN – VINGANÇA SEM ROSTO]).

Os efeitos especiais ficaram ao encargo de JOHN DYKSTRA (de STAR WARS) e criados no estúdio em expansão a IMAGEWORKS, da Sony. A produção começou em janeiro de 2001 em Culver City, na Califórnia, tudo até de um jeito modesto para uma super-produção.

A melhor cena do filme é o ataque do Duende na Times Square que culmina numa sequência de luta entre o Homem Aranha e o macabro verdão. Raimi faz típicas homenagens a outros heróis; Superman (quando Parker abre a camisa e mostra o uniforme por de baixo) e na hora que Mary Jane cai do edifício e o herói pega a mocinha com as teias em um estilo Batman, pouco antes de chegar ao chão e sai atirando teia que o faz voar (já que voar não é típico dele, nem do Batman, só do Super-Homem mesmo!). No final, temos um roteiro simples demais e sem ênfase dramática, escrito por DAVID KOEPP (dos filmes de Spielberg), isto é, as cenas com Tio Ben e Maguire convencendo um pouco no drama são momentos ligeiros e a transformação do herói é atípica. A produção é assinada pela experiente LAURA ZISKIN que veio da indicação ao Oscar por MELHOR É IMPOSSÍVEL (1997, de James L. Brooks) e do produtor vencedor do Oscar IAN BRYCE (de O RESGATE DO SOLDADO RYAN, 1998). São eles que sustentam AVI ARAD e Stan Lee na aventura de produtores de cinema, levando a Marvel para o status que tanto merecia, mas o filme de Raimi é apenas um bom passatempo e não uma obra prima como da concorrente DC Comics e o seu CAVALEIRO DAS TREVAS. E, também nem chega a ser uma produção a altura do clássico de Richard Donner (Superman, 1978).

Pode-se comparar Homem-Aranha com o Batman de 1989 realizado por Tim Burton. Um caso de um filme que deu a oportunidade de dar vida a um mito das gerações e que ainda não encontrou a sua versão definitiva. O 2 e o 3 revelam os limites de Raimi na compreensão de seu herói predileto. Um cineasta que se tornou classe A com estas produções e que faz apenas filmes que sonhava ver quando garoto. Raimi não soube partilhar com o resto do planeta, deixando o aracnídeo um pouco no limbo, aqui envelhecendo cada vez mais. Principalmente com o terceiro filme (nas próximas sessões da série heróis), Raimi decepciona.

O incrível neste filme do aranha é que ele sabe divertir. Nos faz rir e vibrar. Nova York clamava pelo herói há muito tempo e o momento não poderia ser mais correto. Das cinzas do terrorismo surge o melhor herói do universo Marvel. “We Love spidey.” Outra curiosidade: o projeto seria dirigido por JAMES CAMERON (AVATAR) foi ele que planejou a câmera para trabalhar melhor nos movimentos quando o Aranha salta e voa entre os edifícios, além de ter pré-produzido o efeito das teias. MARC WEBB (diretor de 500 DIAS COM ELA) é o responsável pelo THE AMAZING SPIDER-MAN que retorna em 2012. O mundo não vai acabar, mas veremos o ótimo Andrew Garfield como o aclamado herói.

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EUA- 2002

AVENTURA
FULLSCREEN
121 min.
COR

COLUMBIA/SONY

LIVRE

✩✩✩ BOM

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COLUMBIA PICTURES APRESENTA
UMA PRODUÇÃO MARVEL ENTERPRISES/LAURA ZISKIN
UM FILME DE SAM RAIMI
SPIDER-MAN
ESTRELANDO: TOBEY MAGUIRE. WILLEM DAFOE. KIRSTEN DUNST JAMES FRANCO.
CLIFF ROBERTSON. ROSEMARY HARRIS. J.K. SIMMONS

CO-ESTRELANDO: GERRY BECKER. BILL NUNN. JACK BETTS. STANLEY ANDERSON.
RON PERKINS. JOE MANGANIELLO

Ted Raimi. Elizabeth Banks. Bruce Campbell. Michael Papajohn

Música DANNY ELFMAN Figurino JAMES ACHESON
Efeitos Visuais JOHN DYKSTRA. SONY PICTURES IMAGEWORKS INC.
Co-produtor GRANT CURTIS Cenografia NEIL SPISAK
Fotografia por DON BURGESS
Edição BOB MURAWSKI. ARTHUR COBURN

Produtores Executivos AVI ARAD. STAN LEE Roteiro DAVID KOEPP

Baseado na HQ Marvel criado por STAN LEE e STEVE DITKO
Produzido por LAURA ZISKIN. IAN BRYCE Dirigido por SAM RAIMI

Columbia/Marvel Enterprises © 2002