Friday, September 30, 2011

PETER JACKSON |MEET THE FEEBLES





Não se engane com esses puppets fofos. Os bichinhos estão estreando na série Cine Trash do blogue.Conheça os Feebles!


É curioso conhecer o passado do diretor Peter Jackson. Hoje o aclamado cineasta de ALMAS GÊMEAS (que revelou KATE WINSLET) e da trilogia O SENHOR DOS ANÉIS (um épico de vários Oscars), Antigamente ele só fazia filmes gore com o melhor da comédia e terror trash. Exemplos: TRASH: NÁUSEA TOTAL ( Bad Taste, 1987) – seu primeiro filme, o ousado e cult FOME ANIMAL ( Braindead, 1992) e esta fita (seu segundo longa) que é uma delicia de se assistir. “MEET THE FEEBLLES” é também um musical, e um “filme puppet para adultos”. Apesar de estranho, e mesmo Jackson com pouca idade na arte de se fazer filme, já demonstra criatividade com as trucagens e efeitos especiais, sempre interessantes. Aliás, aguardem a continuidade desta série porque a galeria trash de Peter Jackson estará aqui com toda certeza.O filme é um arraso. Choro de rir toda vez que assisto. Explico. Sempre lembro daquilo que Jim Henson não podia mostrar em “Os Muppets” ou na “Vila Sésamo”. Obviamente que a proposta de Henson era infantil e familiar, mas nunca deixei de imaginar com toda uma mente suja, como seria se Caco, o sapo fosse um viciado em cocaína. Pois bem, a fita de Jackson trata de assuntos pervertidos que só assistimos em filmes para maiores de 18 anos, porém a única diferença é que eles são sempre interpretados por humanos e não por bonecos de animais bonitinhos. É sobre uma estrela chamada Heidi deste espetáculo dos “Feebles”, meio Broadway. Ela descobre que seu marido/amante esta traindo ela (transado mesmo e os bichinhos fazem sexo no filme!) com uma vadia que trabalha no teatro (uma gatinha que fuma). Assim, Heidi começa a sofrer de amor e não para de comer. Ela é super obesa (literalmente uma hipopótama) e sofre uma terrível crise de depressão. Risos. Além disso, que é a força motriz do filme, a história continua com outros personagens carismáticos que também são co-estrelas do musical que precisam lidar com os seus próprios problemas. Estes incluem um sapo (parecido com o Caco dos Muppets) que sofre com dependência de drogas e quase morre de overdose no banheiro por aplicar muitas vezes a seringa, é também sobre extorsão, roubo, tráfico de drogas - o amante de Heidi, um Leão Marinho e dono do espetáculo, faz negócios com drogas com outros gangsters bichinhos enquanto mantêm o espetáculo com punho de ferro. Ele tem mais dois capangas: um bulldog e um rato asqueroso (extraído do conto do Quebra Nozes, ao que parece), que ainda por cima realiza filmes pornográficos. O filme tem até assassinatos em massa quando a Heidi entra em pane total depois que o Leão marinho se recusa a fazer sexo com ela (nua e gorda) e ainda humilha a pobrezinha. Assim, ela começa a matar todo mundo da coxia ao palco em uma sequência sanguinolenta e hiper-mega-trash total! Mas, em meio a tudo isso está acontecendo uma história de amor nos bastidores entre uma poodle e um simpático porco espinho. Eles são umas gracinhas, mas acabam sofrendo uma separação quando aquele rato que faz filmes pornôs induz a poodle para ser uma de suas estrelas. Ele droga a bebida da cachorrinha e a estupra. O porco espinho chega na hora em seu camarim e acha que ela o traiu. Enfim, ainda tem um elefante chamado SID que tem que assumir o seu filho recém nascido com uma galinha, e um coelho que está muito doente e começa a vomitar loucamente e faz de tudo para se manter saudável para não ter que abandonar o show. O mais asqueroso é uma mosca irritante que aparece o tempo todo voando, atazanando todo mundo, sobretudo o coelhinho e que ainda passa o jantar comendo fezes com talher.
Jackson realiza um filme nada apropriado para menores, com cenas pra lá de nojentas e um humor de outro mundo. Tem até um peixinho que tenta carreira no espetáculo, mas é comido pelo malvado Leão Marinho quando lhe pede para fazer um teste, e depois o vomita. “Feebles” tem cenas de sexo, violência e todo tipo de coisa que estamos acostumados a ver em “nosso mundo animal”.

O que me impressiona mesmo são os efeitos e trucagens simples com bonecos e pelo fato de o filme ser inteiramente com puppets. Não há nenhum humano em cena, mesmo que para isso seja necessário vestir um dublê com uma fantasia de hipopótamo e sair na rua fazendo cooper. Os atores apenas dublam e não são conhecidos.


É possível vomitar, mas acho que “Fome Animal” é 100% mais nojento. O máximo da reação é achar gracinha dos bichos e ficar fascinado com tanta criatividade. Adoro por exemplo, um número musical com a Heidi totalmente chapada de tanto comer e errando a letra. O que culmina em uma série de acidentes que destrói completamente o cenário. Ou quando os coelhinhos estão fazendo uma orgia no quarto e um tamanduá fofinho fica se masturbando ao ver a cena pela fresta da porta (detalhe: este tamanduá acaba morrendo de overdose por um “falso açúcar”). Eles são todos animais de pelúcia que fumam, falam palavrão e cheiram cocaína. Pode? É hilário. Não vou contar mais cenas, já foi muito spoiler, mas assistam.

Além de conhecer um pouco mais da filmografia oscilante de Peter Jackson, é bom conhecer um tipo de cinema de vanguarda. Projeto feito entre amigos com muita criatividade e anarquia. E claro, sem nenhum pudor. Isso sim é TRASH!














_____



No comments:

Post a Comment