Não se engane com esses puppets fofos. Os bichinhos estão estreando na série Cine Trash do blogue.Conheça os Feebles!
É curioso conhecer o passado do diretor Peter Jackson. Hoje o aclamado cineasta de ALMAS GÊMEAS (que revelou KATE WINSLET) e da trilogia O SENHOR DOS ANÉIS (um épico de vários Oscars), Antigamente ele só fazia filmes gore com o melhor da comédia e terror trash. Exemplos: TRASH: NÁUSEA TOTAL ( Bad Taste, 1987) – seu primeiro filme, o ousado e cult FOME ANIMAL ( Braindead, 1992) e esta fita (seu segundo longa) que é uma delicia de se assistir. “MEET THE FEEBLLES” é também um musical, e um “filme puppet para adultos”. Apesar de estranho, e mesmo Jackson com pouca idade na arte de se fazer filme, já demonstra criatividade com as trucagens e efeitos especiais, sempre interessantes. Aliás, aguardem a continuidade desta série porque a galeria trash de Peter Jackson estará aqui com toda certeza.
O filme é um arraso. Choro de rir toda vez que assisto. Explico. Sempre lembro daquilo que Jim Henson não podia mostrar em “Os Muppets” ou na “Vila Sésamo”. Obviamente que a proposta de Henson era infantil e familiar, mas nunca deixei de imaginar com toda uma mente suja, como seria se Caco, o sapo fosse um viciado em cocaína. Pois bem, a fita de Jackson trata de assuntos pervertidos que só assistimos em filmes para maiores de 18 anos, porém a única diferença é que eles são sempre interpretados por humanos e não por bonecos de animais bonitinhos. É sobre uma estrela chamada Heidi deste espetáculo dos “Feebles”, meio Broadway. Ela descobre que seu marido/amante esta traindo ela (transado mesmo e os bichinhos fazem sexo no filme!) com uma vadia que trabalha no teatro (uma gatinha que fuma). Assim, Heidi começa a sofrer de amor e não para de comer. Ela é super obesa (literalmente uma hipopótama) e sofre uma terrível crise de depressão. Risos. Além disso, que é a força motriz do filme, a história continua com outros personagens carismáticos que também são co-estrelas do musical que precisam lidar com os seus próprios problemas. Estes incluem um sapo (parecido com o Caco dos Muppets) que sofre com dependência de drogas e quase morre de overdose no banheiro por aplicar muitas vezes a seringa, é também sobre extorsão, roubo, tráfico de drogas - o amante de Heidi, um Leão Marinho e dono do espetáculo, faz negócios com drogas com outros gangsters bichinhos enquanto mantêm o espetáculo com punho de ferro. Ele tem mais dois capangas: um bulldog e um rato asqueroso (extraído do conto do Quebra Nozes, ao que parece), que ainda por cima realiza filmes pornográficos. O filme tem até assassinatos em massa quando a Heidi entra em pane total depois que o Leão marinho se recusa a fazer sexo com ela (nua e gorda) e ainda humilha a pobrezinha. Assim, ela começa a matar todo mundo da coxia ao palco em uma sequência sanguinolenta e hiper-mega-trash total! Mas, em meio a tudo isso está acontecendo uma história de amor nos bastidores entre uma poodle e um simpático porco espinho. Eles são umas gracinhas, mas acabam sofrendo uma separação quando aquele rato que faz filmes pornôs induz a poodle para ser uma de suas estrelas. Ele droga a bebida da cachorrinha e a estupra. O porco espinho chega na hora em seu camarim e acha que ela o traiu. Enfim, ainda tem um elefante chamado SID que tem que assumir o seu filho recém nascido com uma galinha, e um coelho que está muito doente e começa a vomitar loucamente e faz de tudo para se manter saudável para não ter que abandonar o show. O mais asqueroso é uma mosca irritante que aparece o tempo todo voando, atazanando todo mundo, sobretudo o coelhinho e que ainda passa o jantar comendo fezes com talher. 
Jackson realiza um filme nada apropriado para menores, com cenas pra lá de nojentas e um humor de outro mundo. Tem até um peixinho que tenta carreira no espetáculo, mas é comido pelo malvado Leão Marinho quando lhe pede para fazer um teste, e depois o vomita. “Feebles” tem cenas de sexo, violência e todo tipo de coisa que estamos acostumados a ver em “nosso mundo animal”.
O que me impressiona mesmo são os efeitos e trucagens simples com bonecos e pelo fato de o filme ser inteiramente com puppets. Não há nenhum humano em cena, mesmo que para isso seja necessário vestir um dublê com uma fantasia de hipopótamo e sair na rua fazendo cooper. Os atores apenas dublam e não são conhecidos.
É possível vomitar, mas acho que “Fome Animal” é 100% mais nojento. O máximo da reação é achar gracinha dos bichos e ficar fascinado com tanta criatividade. Adoro por exemplo, um número musical com a Heidi totalmente chapada de tanto comer e errando a letra. O que culmina em uma série de acidentes que destrói completamente o cenário. Ou quando os coelhinhos estão fazendo uma orgia no quarto e um tamanduá fofinho fica se masturbando ao ver a cena pela fresta da porta (detalhe: este tamanduá acaba morrendo de overdose por um “falso açúcar”). Eles são todos animais de pelúcia que fumam, falam palavrão e cheiram cocaína. Pode? É hilário. Não vou contar mais cenas, já foi muito spoiler, mas assistam.
Além de conhecer um pouco mais da filmografia oscilante de Peter Jackson, é bom conhecer um tipo de cinema de vanguarda. Projeto feito entre amigos com muita criatividade e anarquia. E claro, sem nenhum pudor. Isso sim é TRASH!
É curioso conhecer o passado do diretor Peter Jackson. Hoje o aclamado cineasta de ALMAS GÊMEAS (que revelou KATE WINSLET) e da trilogia O SENHOR DOS ANÉIS (um épico de vários Oscars), Antigamente ele só fazia filmes gore com o melhor da comédia e terror trash. Exemplos: TRASH: NÁUSEA TOTAL ( Bad Taste, 1987) – seu primeiro filme, o ousado e cult FOME ANIMAL ( Braindead, 1992) e esta fita (seu segundo longa) que é uma delicia de se assistir. “MEET THE FEEBLLES” é também um musical, e um “filme puppet para adultos”. Apesar de estranho, e mesmo Jackson com pouca idade na arte de se fazer filme, já demonstra criatividade com as trucagens e efeitos especiais, sempre interessantes. Aliás, aguardem a continuidade desta série porque a galeria trash de Peter Jackson estará aqui com toda certeza.
O filme é um arraso. Choro de rir toda vez que assisto. Explico. Sempre lembro daquilo que Jim Henson não podia mostrar em “Os Muppets” ou na “Vila Sésamo”. Obviamente que a proposta de Henson era infantil e familiar, mas nunca deixei de imaginar com toda uma mente suja, como seria se Caco, o sapo fosse um viciado em cocaína. Pois bem, a fita de Jackson trata de assuntos pervertidos que só assistimos em filmes para maiores de 18 anos, porém a única diferença é que eles são sempre interpretados por humanos e não por bonecos de animais bonitinhos. É sobre uma estrela chamada Heidi deste espetáculo dos “Feebles”, meio Broadway. Ela descobre que seu marido/amante esta traindo ela (transado mesmo e os bichinhos fazem sexo no filme!) com uma vadia que trabalha no teatro (uma gatinha que fuma). Assim, Heidi começa a sofrer de amor e não para de comer. Ela é super obesa (literalmente uma hipopótama) e sofre uma terrível crise de depressão. Risos. Além disso, que é a força motriz do filme, a história continua com outros personagens carismáticos que também são co-estrelas do musical que precisam lidar com os seus próprios problemas. Estes incluem um sapo (parecido com o Caco dos Muppets) que sofre com dependência de drogas e quase morre de overdose no banheiro por aplicar muitas vezes a seringa, é também sobre extorsão, roubo, tráfico de drogas - o amante de Heidi, um Leão Marinho e dono do espetáculo, faz negócios com drogas com outros gangsters bichinhos enquanto mantêm o espetáculo com punho de ferro. Ele tem mais dois capangas: um bulldog e um rato asqueroso (extraído do conto do Quebra Nozes, ao que parece), que ainda por cima realiza filmes pornográficos. O filme tem até assassinatos em massa quando a Heidi entra em pane total depois que o Leão marinho se recusa a fazer sexo com ela (nua e gorda) e ainda humilha a pobrezinha. Assim, ela começa a matar todo mundo da coxia ao palco em uma sequência sanguinolenta e hiper-mega-trash total! Mas, em meio a tudo isso está acontecendo uma história de amor nos bastidores entre uma poodle e um simpático porco espinho. Eles são umas gracinhas, mas acabam sofrendo uma separação quando aquele rato que faz filmes pornôs induz a poodle para ser uma de suas estrelas. Ele droga a bebida da cachorrinha e a estupra. O porco espinho chega na hora em seu camarim e acha que ela o traiu. Enfim, ainda tem um elefante chamado SID que tem que assumir o seu filho recém nascido com uma galinha, e um coelho que está muito doente e começa a vomitar loucamente e faz de tudo para se manter saudável para não ter que abandonar o show. O mais asqueroso é uma mosca irritante que aparece o tempo todo voando, atazanando todo mundo, sobretudo o coelhinho e que ainda passa o jantar comendo fezes com talher. 
Jackson realiza um filme nada apropriado para menores, com cenas pra lá de nojentas e um humor de outro mundo. Tem até um peixinho que tenta carreira no espetáculo, mas é comido pelo malvado Leão Marinho quando lhe pede para fazer um teste, e depois o vomita. “Feebles” tem cenas de sexo, violência e todo tipo de coisa que estamos acostumados a ver em “nosso mundo animal”.
O que me impressiona mesmo são os efeitos e trucagens simples com bonecos e pelo fato de o filme ser inteiramente com puppets. Não há nenhum humano em cena, mesmo que para isso seja necessário vestir um dublê com uma fantasia de hipopótamo e sair na rua fazendo cooper. Os atores apenas dublam e não são conhecidos.
É possível vomitar, mas acho que “Fome Animal” é 100% mais nojento. O máximo da reação é achar gracinha dos bichos e ficar fascinado com tanta criatividade. Adoro por exemplo, um número musical com a Heidi totalmente chapada de tanto comer e errando a letra. O que culmina em uma série de acidentes que destrói completamente o cenário. Ou quando os coelhinhos estão fazendo uma orgia no quarto e um tamanduá fofinho fica se masturbando ao ver a cena pela fresta da porta (detalhe: este tamanduá acaba morrendo de overdose por um “falso açúcar”). Eles são todos animais de pelúcia que fumam, falam palavrão e cheiram cocaína. Pode? É hilário. Não vou contar mais cenas, já foi muito spoiler, mas assistam.

Além de conhecer um pouco mais da filmografia oscilante de Peter Jackson, é bom conhecer um tipo de cinema de vanguarda. Projeto feito entre amigos com muita criatividade e anarquia. E claro, sem nenhum pudor. Isso sim é TRASH!
_____NOVA ZELÂNDIA – 1989
COMÉDIA/MUSICAL
94 min.
COR
FULLSCREEN
18 ANOS
ARROW FILMS
Não Disponível no Brasil
✩✩✩✩ ÓTIMO
____
COMÉDIA/MUSICAL
94 min.
COR
FULLSCREEN
18 ANOS
ARROW FILMS
Não Disponível no Brasil
✩✩✩✩ ÓTIMO
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WINGNUT FILMS APRESENTA
PETER JACKSON´S
Estrelando as vozes de:
DONNA AKERSTEN. DANNY MULHERON. STUART DEVINE
Música de PETER DASENT Montagem JAMIE SELKIRK
Figurinos GLENIS FOSTER Cenografia MIKE KANE
Direção de Fotografia MURRAY MILNE
Produzido por JIM BOOTH. PETER JACKSON
Escrito por
PETER JACKSON. FRAN WALSH. STEPHEN SINCLAIR. DANNY MULHERON
Dirigido por PETER JACKSON
Wingnut Films ©1989


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