Sunday, October 9, 2011

ALIEN ™ | QUADRILOGIA PARTE 2

Depois de ter sido a única sobrevivente (com o gato) do massacre ocorrido na nave Nostromo, Ripley ficou vagando no espaço no módulo de fuga há 57 anos, quando milagrosamente foi resgatada. Ela ficou em sono criogênico, mas não esqueceu o terror que viveu nos porões claustrofóbicos daquele cargueiro espacial dos “caminhoneiros espaciais”. Mais experiente, ela esta de volta a Terra, e obviamente ninguém acredita na sua história, os chamados “burrocratas” que apenas questionam porque ela destruiu uma nave de bilhões de dólares para salvar a própria vida. Mas ela continua fiel a si e afirma que o Planeta LV 426 (já habitado por humanos) era o planeta natal deste Alien. Dias depois a colônia perde contato com a Terra, assim Ripley é convocada para ajudar um grupo de fuzileiros durões com poderosas armas de fogo ao planeta em uma missão de resgate. Acontece que um sujeito nada confiável da orla dos ricos de gravata acompanha Ripley na missão a fim de tirar algum proveito. Certamente ele sabia da história da heroína e fazia parte dos ricos e cientistas que queriam estudar as criaturas. Muito bem, visto por esta premissa nada inferior, Cameron explora ao máximo dos efeitos especiais, vencedores do Oscar, para compor o seu filme e entorpecer, satisfazendo o público.
A maternal Ripley. Por isso é guerra!
ALIENS tem muita ação e piadas a granel (presença do às vezes irritante BILL PAXTON) e impressionantes designs e maquinaria. Sigourney Weaver faz a melhor Ripley da série neste episódio, que além de saber manejar aquelas armas pesadas, fica mãe da órfã NEWT (CARRIE HENN – que só fez essa fita), uma garotinha que foi também, a única sobrevivente do Alien depois que sua família morreu, assim como toda a colônia. Mas os problemas se multiplicam quando não apenas um, mas vários Aliens tomam conta do planeta (na verdade os humanos são os invasores) e protegem a ALIEN MÃE, uma monstrenga gigantesca, e que é um trabalho maravilhoso da equipe de efeitos visuais. Certamente para o filme ficar em um mano a mano, além de ter mais monstros, Weaver faz uma Ripley mais furiosa, tornando-se a maior heroína de ação dos filmes de ficção-científica (e porque não do cinema?) nesta excelente sequência que não é um apêndice. Cameron, com suas frases prontas, gerou bordões clássicos da atriz (típico dos filmes de Cameron – vide O Exterminador do Futuro II), e, é sem dúvida uma das melhores continuações do cinema pelo fato de não dever conceitualmente ao primeiro filme, que foi muito original e virou mania.
O novo elenco é de durões: MICHAEL BIEHN que trabalhou com Cameron no primeiro Exterminador (1984), o ótimo LANCE HENRIKSEN, como Bishop, outro andróide ambíguo, só que diferente do Ian Holm, Bishop é amigo, e além do chato do Paxton, a durona lésbica Vásquez, feito por JENETTE GOLDSTEIN, deixa o filme mais armado. Aqui, o filme não tem um elenco de poucas pessoas e todo aquele suspense Hitchcockiano no espaço, visto que, já que era impossível de recriar um segundo filme como o feito por Scott, Cameron acaba dando as cartas na série fazendo algo totalmente oposto. É um Alien dirigido por James Cameron e não um Alien dirigido por Ridley Scott. Sem competições e ou/ comparações ridículas. É uma continuação que se apresenta em um filme que parece ter uma nova quilometragem. Assim sendo, os filmes seguintes, também se aproveitaram desta filosofia com resultados duvidosos.
Vai encarar vadia?

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