Monday, July 26, 2010
Corset, you're a dreamer.
Mais do que cócó nos passeios, mais do que condutores que não param nas passadeiras, mais do que bróculos, mais do que canela, mais do que revistas cor de rosa... odeio futilidade. E em mulheres, muito mais.
Falo de pessoas que só dão valor às coisas caras. Às marcas. Ao estatuto. Ao "quanto custou?".
É estúpido, idiota, sem-cabeça e, sempre, sempre, sempre, motivo para lançar um dos meus olhares de "pobre criatura...".
Na verdade, não gosto que gastem dinheiro comigo. Não acho que valha a pena. Há outras maneiras de me arrancarem um sorriso, outras maneiras de me deixarem feliz. Não nego que uma prenda especial implique, por vezes, algum investimento monetário. Mas há formas bem mais engraçadas, sentidas e personalizadas de me fazerem sentir especial.
Sempre fui "miúda-do-it-yourself". Sempre fui pessoa de oferecer prendas personalizadas. Sempre fui pessoa de surpreender com prendas pessoais e carinhosas. Daquelas em que consigo arrancar uma gargalhada e uma lágrima. Não me posso dar ao luxo de dizer que sempre me fizeram o mesmo. Talvez seja por isso que ache que me importo mais do que a maioria. Talvez seja por isso que às vezes me sinta um bicho estranho, sozinho e num canto. Talvez seja por isso que quando encontro alguém como eu, que valorize as coisas pequenas, a ternura espontânea, no meio do mau feitio e da maluquice... talvez seja por isso que fico fascinada. Na verdade, contento-me com pouco. Desde que esse pouco seja especial, tenha significado e me toque o coração. Ou não fosse eu uma pequena formiga sozinha e narcisista, com um coração difícil mas do tamanho de elefante, num mundo de gigantes.
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