Sunday, March 14, 2010

Lésbicas violadas para ficarem "curadas"


Há coisas que me irritam, há coisas que me enojam, há coisas que me revoltam, e depois há isto.

 "Mulheres que são alvo de "violações correctivas" por homens que pensam que assim as "curam" das tendências homossexuais."

Às vezes não entendo o porquê de tamanha crueldade. São pessoas que se consideram detentoras de verdades absolutas, inquestionáveis, e consideram que as devem impor aos outros. Só por isso já são idiotas. Mas daí até agredirem brutalmente de forma física e emocional outro ser humano, simplesmente porque acham que todos devem viver da maneira que acham que devem viver... é algo que me aterroriza. 

Já o disse muitas vezes e repito. A liberdade é o valor que me é mais querido. A liberdade de dizer o que penso, fazer o que quero, viver como quero, sem ninguém ter nada a ver com isso (dentro dos devidos limites, como é natural).

Saber que algures neste mundo existem situações como:
Mulheres que sofrem horrores como a mutilação genital simplesmente porque não devem sentir prazer sexual. 
Mulheres vítimas de violação como método correctivo de orientação sexual. 
Mulheres consideradas como mero objecto por parte dos seus "donos" (desde um marido até um pai).
Até a simples submissão visível em pequenos actos, como já vi, por exemplo, nos almoços na aldeia,  em que "as mulheres devem servir o marido em primeiro lugar" . Essas pequeninas coisas, apesar de insignificantes, tiram-me do sério. Dão-me comichão. Começo a ficar nervosa. A ter dificuldade em respirar. E fico com vontade de sair da mesa. Imaginem então como fico com os casos referidos acima.

E assim, apetece-me ir cortar pilas. Umas à machadada, outras com facas de sobremesa, outras com uma serra, outras simplesmente arrancadas. Tudo a sangue frio, claro está. É que a Democracia é muito bonita, os princípios Cristãos que incluem o perdão também. O Direito ainda mais. Mas nisto tudo sou muito adepta da lei de talião, considerando, ainda, que a "retaliação" deva ser pior. Isto torna-me uma péssima Jurista, mas acima de tudo sou Mulher e estou farta da agressão (física e psicológica) constante a que temos sido sujeitas ao longo dos séculos.

Hoje não me recomendo.


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