Sunday, March 14, 2010

Afinal sou vítima de violência doméstica. E isso explica muita coisa.


Tenho uma relação muito particular com o meu irmão "do meio", sendo que eu sou mais nova do que ele (a caçula, portanto). Confesso que sempre fui lidando muito bem com ele. À minha maneira, com porrada no meio, mas lá fui lidando com ele. É daquelas pessoas extremamente protectoras. E-x-t-r-e-m-a-m-e-n-t-e. Mas tem uma maneira muito peculiar de o mostrar, como: meter veneno aos meus pais, chamar-me nomes e raramente nos falarmos. Aliás, sempre que temos uma conversa de mais de 2 minutos, eu começo a achar MUITO estranho e o dia fica consagrado como um dos melhores do ano. E não, não estou a exagerar. 
Por norma, abre a boca para exigir o portátil de volta. Ou para dizer que estou sempre na net. Ou para me pedir para lhe ir buscar qualquer coisa. Ou para me chamar de gorda (mas com nomes de animais mesmo fofinhos tipo...baleia). E eu continuo a gostar dele. E sei que se me acontecer alguma coisa ele será o primeiro a defender-me. Tal como quando era mais nova e tive problemas na escola, e ele feito durão disse-me "Quem é? Diz-me, eu parto-lhes a cara". Ou como quando há semanas ele me viu chorar e ficou desorientado e a encher-me de perguntas e a dizer um "qualquer coisa estou no meu quarto". 
Mas sinceramente, depois de tanta porrada psicológica, depois de me ignorar constantemente, deixei de ser a miúda de 10 anos que aceitava tudo de bom grado. Cheguei ao ponto em que um "why do you care?" seria a pergunta que ele merecia ouvir.

E é assim que sempre que vejo irmãos a ter uma relação de amizade, fico sempre admiradíssima. E as pessoas pensam que sou uma anormal. Não sou, simplesmente não tenho disso. E é mais uma das coisas que se juntam à lista dos motivos para me sentir sozinha.

[E sim, tenho o "mais velho", mas esse anda por outras terras e mal nos vemos, apesar de termos uma relação absolutamente genial]

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