Elegante e inesperado.O aroma que nos atinge no início é floral brando, doce e discreto como o já sentido em Je Reviens de Worth ou Tamango de Leonard.
Enganadora impressão, pois quando assumem as notas de coração, este perfume surpreende pela densidade e sofisticação das notas picantes, com ares orientais.
Denso aroma que parecia se encaminhar para características citadinas do chá das cinco e repentinamente transmuta em fragrância sofisticada e instigante.
Atravessa tardes elegantes e invade noites de gala sem perder a majestade .
Nesta característica de refinamento e feminilidade revela-se seguidor da beleza olfativa de Chanel 5 e Arpege, perfumes que constam como seus inspiradores.
Madame Rochas é puro requinte.O bouquet delicado do início cede espaço para flores exóticas revestidas de resinas, madeiras e musgo.
A doçura intensa e constante deste ramalhete vem das belas flores de laranjeiras, em deliciosa cumplicidade com ylang ylang, rosas e madressilvas.
Fava tonka, tuberosa, baunilha, e âmbar conferem o aveludado quase cremoso que acompanha a evolução de Madame Rochas.
Flores, que no início aparentavam um poutpourri leve e juvenil, adquirem densidade e rica sofisticação, desdobrando em intensidade aldeídica a beleza de sedução do pleno desabrochar de um jardim exuberante.
Versátil, a bela íris se apresenta em esplendor floral, reservando para as últimas fases da evolução a sedosidade que lhe é peculiar.Vetiver e cedro não revelam sua força pungente herbal ou lenhosa, porém emprestam o personalíssimo e singular apimentado que lembra especiarias raras, de terras distantes mesmo quando as doçuras almiscaradas da madeira de sândalo conduzem à finalização.
Madame Rochas é surpreendente, feminino e maduro.
Perfume para mulheres!
Família Olfativa: Floral Aldeídico, 1960- reformulado em 1989
Gênero: Feminino
Perfumista: Guy Robert
Frasco:Pierre Dinand
Rastro: Intenso
Fixação: Muito Boa
Pirâmide Olfativa:
- Topo - Bergamota, aldeídos, madressilva, flor de laranjeira, jacinto, limão, notas verdes.
- Coração - angélica, violeta, íris, ylang ylang, jasmim, rosa, lírio selvagem, raíz de íris.
- Base - Fava tonka, madeira de sândalo, almíscar, âmbar, musgo de carvalho, vetiver, cedro.

ANGÉLICA ou JACINTO da ÍNDIA
Na botânica Polianthes tuberosa, entre nós Angélica, Jacinto-da-índia, Tuberosa, Angélica-de-bastão, Angelica-dos-jardins, planta selvagem que se originou no México, pertence a família Agavaceae.Flores brancas ou róseas, semelhantes à lírios, que exalam seu perfume ao anoitecer, pelas características aromáticas e beleza, são muito apreciadas na composição de jardins.
Conhecida em pelos antigos Astecas como aromatizador de chocolate, em países como a Índia , é utilizada em rituais religiosos, principalmente nas cerimônias matrimoniais quando aproveitada para arranjos florais, bouquets e coroas para noivas.
Também é popular no Havaí para ornamentos e colares típicos - leis e hakus.
Atualmente cultivada em várias partes do mundo, principalmente China, Egito, frança e Marrocos, fornece concreto e absoluto extraído das flores frescas colhidas antes de abrirem as pétalas.
O óleo é apreciadíssimo na perfumaria pelo aroma denso, doce e ligeiramente picante.
Menos comum na aromaterapia comenta-se que tem efeito narcotizante.
Os principais componente químicos são benzoato de metil, álcool benzílico, ácido butírico, eugenol, nerol, farnesol e geraniol.
MULHER
" A mulher é uma flor que se estuda como a flor do campo, pelas suas cores, pelas suas folhas, e sobretudo, pelo seu perfume."JOSÉ de ALENCAR
Fotos:Cartazes publicitários de Madame Rochas de Rochas; angelica de dobbies.com
VÍDEO: Sara Bareilles - Love Song
No comments:
Post a Comment